Gabi vai no supermercado comigo e com a vovó. Ela sempre vai escolhendo coisas que ela gosta, tipo o macarrão do Sítio, polenguinho, danoninho. No final de tudo, ela vê minha lista e pede a lista e a caneta. E começa a pensar (tipo o pensador, com a mão na cabeça e uma expressão bem séria): "deixa eu fazer minha lista. deixa eu ver o que tá faltando... tá faltando uva, tá faltando feijão, tá faltando bóclis, tá faltando pão...". E rabisca toda a lista com as suas anotações.
...
Chego no quarto dela de manhã e digo: Gabi, adivinha quem vem para cá? Teu primo! Adivinha o que ele vem fazer aqui? E ela, na bucha: "BAGUNÇA"!
...
Com essa história de tirar a fralda, depois do jantar, ela sempre anuncia: Xixi e cocô! E sai correndo em direção ao banheiro.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Diferenças
Acabei de ler um post de um blog escrito por uma mãe que mora em NY. Sobre a diferença entre cuidar dos filhos lá e no Brasil. Além da falta de ajuda da família, a falta de ajuda do que ela chamou de "exército branco": as babás. Lá não tem nada disso. E que muitas mães desistem de trabalhar porque é muito caro mandar os filhos para a creche ou terem babá, então é melhor ficarem em casa.
Aqui em Fortaleza é muito cômodo realmente, pelo menos por enquanto (não sei como será na época dos meus netos). Ainda temos condição de termos ajuda em casa e com os meninos e realmente ficamos perdidos quando não temos. Nosso apartamento é grande e tanto eu como o maridão trabalhamos, então não dá para deixar a casa sozinha ou os meninos em creche. Nem temos opções tão boas de creche pros pequenos ainda. Tirando o colégio onde a Gabi estuda, só conheço mais uns dois ou três que têm esquema full-time. E como deixar as crianças então? E é para deixar de trabalhar e cuidar só dos meninos? Difícil essa questão. Sei que daria para simplificar mais nosso estilo de vida, mas não o fazemos. Eu fui criada tendo minha mãe e meu pai trabalhando direto no banco. Então sempre ficávamos aos cuidados de babás e da Jojô, que trabalhou lá em casa 18 anos. E o maridão sempre teve a Mariquinha, que ficou na casa da mãe dele por 35 anos. Ainda demora a mudar essa mentalidade e acho muito difícil mudar esse esquema pelo menos pelos próximos dois anos.
Aqui em Fortaleza é muito cômodo realmente, pelo menos por enquanto (não sei como será na época dos meus netos). Ainda temos condição de termos ajuda em casa e com os meninos e realmente ficamos perdidos quando não temos. Nosso apartamento é grande e tanto eu como o maridão trabalhamos, então não dá para deixar a casa sozinha ou os meninos em creche. Nem temos opções tão boas de creche pros pequenos ainda. Tirando o colégio onde a Gabi estuda, só conheço mais uns dois ou três que têm esquema full-time. E como deixar as crianças então? E é para deixar de trabalhar e cuidar só dos meninos? Difícil essa questão. Sei que daria para simplificar mais nosso estilo de vida, mas não o fazemos. Eu fui criada tendo minha mãe e meu pai trabalhando direto no banco. Então sempre ficávamos aos cuidados de babás e da Jojô, que trabalhou lá em casa 18 anos. E o maridão sempre teve a Mariquinha, que ficou na casa da mãe dele por 35 anos. Ainda demora a mudar essa mentalidade e acho muito difícil mudar esse esquema pelo menos pelos próximos dois anos.
Dia-a-dia
Gabi tá uma delícia. Tá meiguinha, tá linda, tá boa de boca, tá toda fofa e educada. Claro que de vez em quando tem a fase do "eu quero", "eu não quero" e choros por motivo bobos, mas no geral ela é sempre um doce.
Ontem no jogo, foi a coisa mais linda. Ela encantada com a Cherry, a cadela da Mara e do Alessandro. Como ela nunca tinha brincado tão de perto com um cachorro, foi a maior felicidade do mundo para ela. Ela pulava, gritava, abanava aqueles bracinhos como ela faz quando está feliz!!!
Ontem no jogo, foi a coisa mais linda. Ela encantada com a Cherry, a cadela da Mara e do Alessandro. Como ela nunca tinha brincado tão de perto com um cachorro, foi a maior felicidade do mundo para ela. Ela pulava, gritava, abanava aqueles bracinhos como ela faz quando está feliz!!!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Momento mais feliz
Acabei de sair do quarto do Pedro. Amamentei, coloquei para dormir, fiquei abraçadinha. Acho que não existe momento mais feliz que esse. Sempre me emociono ao tê-lo no meu colo e sentir aquele corpinho tão pequeno e se sentindo tão seguro ao meu lado. É um amor sem fronteiras, sem limites. Amor de mãe.
Susto
Domingão de sol, Pedro se arruma todo lindão e vai tomar banho de sol lá embaixo com a babá. Aproveito e vou tomar meu banho, enquanto Gabi brinca com maridão na cama. De repente, toca o interfone: não sei quais foram os termos da conversa. Só vi pela porta do banheiro o maridão se transformando no telefone, jogando o aparelho longe, dando um murro na porta e gritando: o Pedro caiu! E eu, molhada como estava, peguei o vestido que tava na roupeira, joguei por cima, botei a Gabi no colo e desci correndo atrás dele. Chorando e muito, eu me tremia, e não conseguia acreditar naquilo! A Gabi me dizia: mamãe, ele não caiu não!
E ela tinha razão. Pedro estava quietinho, calminho no colo da babá, reclamando apenas do banho de sol, como ele costuma fazer mesmo.
Com o coração saindo pela boca, a gente chegou bufando lá embaixo, as pernas bambas, o choro incontido. E ele calminho, calminho.
Explicando: uma vizinha ouviu uma pancada forte e um choro alto. Deduziu que o bebê tinha caído e interfonou para a minha vizinha de porta que tem um bebê também. Como não era lá, deduziram que era lá em casa. E resolvem interfonar para o porteiro, que interfona lá para casa dizendo isso. Ai, mas que susto, meu Deus!
E ela tinha razão. Pedro estava quietinho, calminho no colo da babá, reclamando apenas do banho de sol, como ele costuma fazer mesmo.
Com o coração saindo pela boca, a gente chegou bufando lá embaixo, as pernas bambas, o choro incontido. E ele calminho, calminho.
Explicando: uma vizinha ouviu uma pancada forte e um choro alto. Deduziu que o bebê tinha caído e interfonou para a minha vizinha de porta que tem um bebê também. Como não era lá, deduziram que era lá em casa. E resolvem interfonar para o porteiro, que interfona lá para casa dizendo isso. Ai, mas que susto, meu Deus!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A fisioterapia
Pedro tem fisioterapia duas vezes por semana. Faz parte do tratamento para ele enxergar bem. O horário é pela manhã e nem sempre ele está disposto a cooperar. Ele chora, fecha os olhos, berra, reclama, tem horas que dá desespero, tem horas que é engraçado, porque nitidamente ele sabe que aquilo está acontecendo e que ele não gosta. Então só lhe resta reclamar. Então ficamos, eu, a babá e a fisioterapeuta (que é um amor e tem a maior paciência) tentando acalmá-lo para que ele faça os exercicios.
A gente fica tentando várias táticas: ora damos leite para ele acalmar (mas aí ele dorme), ora dançamos, ora damos o bubu, ora cantamos, ora fazemos tudo isso junto. É uma festa quando ele para de chorar e faz direitinho. É claro que ele tem direito de reclamar, afinal, ele é muito novinho, só tem três meses, e isso deve ser muito cansativo, mas temos que insistir pois é pro bem dele.
Além disso, ele tem que usar o tampão e o óculos também quatro horas por dia. A gente começou colocando só o tampão enquanto o óculos ficava pronto. Ele reclamava, mas não tanto. Agora, com o óculos, é reclamação direto. Ele chora, fecha os olhos, aí os cílios encostam na lente e suja a lente e ele chora mais. Tudo vai ser uma questão de tempo e paciência para ele e para nós também.
Eu morro de pena, mas ao mesmo tempo tenho que seguir firme no tratamento.
Qualquer dia ele vai estar usando óculos sem chorar e a gente vai ficar mais tranquila.
A gente fica tentando várias táticas: ora damos leite para ele acalmar (mas aí ele dorme), ora dançamos, ora damos o bubu, ora cantamos, ora fazemos tudo isso junto. É uma festa quando ele para de chorar e faz direitinho. É claro que ele tem direito de reclamar, afinal, ele é muito novinho, só tem três meses, e isso deve ser muito cansativo, mas temos que insistir pois é pro bem dele.
Além disso, ele tem que usar o tampão e o óculos também quatro horas por dia. A gente começou colocando só o tampão enquanto o óculos ficava pronto. Ele reclamava, mas não tanto. Agora, com o óculos, é reclamação direto. Ele chora, fecha os olhos, aí os cílios encostam na lente e suja a lente e ele chora mais. Tudo vai ser uma questão de tempo e paciência para ele e para nós também.
Eu morro de pena, mas ao mesmo tempo tenho que seguir firme no tratamento.
Qualquer dia ele vai estar usando óculos sem chorar e a gente vai ficar mais tranquila.
terça-feira, 22 de junho de 2010
A noiva
Sábado Gabi foi daminha de casamento. Desta vez, o casamento da irmã do meu cunhado. Desta vez, entrando ao lado do primo Lucas, desta vez, cinco meses mais velha e muito, mas muito feliz com a roupa, a produção, o penteado, enfim, todos os preparativos para a festa.
Fizemos o penteado lá na mamãe. Colocamos um pouco de blush e gloss para iluminar o rosto. Ai, como ela se achou linda... E modesta.
A roupa era muito bonita e ela estava felicíssima de entrar com o primo na Igreja. Ao entrar no carro ela disse: "não posso me sentar para não amassar minha roupa de noiva".
Também estava feliz pelo fato de que a outra daminha era quase da idade dela e as duas se identificaram. Ficaram logo amigas e conversando animadamente.
O cerimonialista pediu para chegarmos o mais tarde possível, para esperarmos pouco e evitar aquele clima de ansiedade antes da cerimônia. Foi o que fizemos. Deu certo.
Eles entraram, sem chorar, sem gritar, sem rir, de mãozinhas dadas. Tudo bem que eles entraram meio tortos para um lado e que o primo saiu correndo depois que chegaram no altar, mas tirando isso foi muito lindo. Eu fiquei de um lado pro outro, observando o comportamento dela perto do altar. O pessoal do cerimonial foi bem legal, porque o tempo todo davam atenção a ela, brincava, conversavam, davam atenção na hora que precisava. O primo não quis sair da Igreja, mas ela saiu de mãos dadas com a amiga nova. Ficou impressionada com a chuva de pétalas no final. O olhar admirado dela foi a coisa mais linda de se ver.
E a festa....bem, a festa foi outro capítulo a parte. Eu, sabendo que ela dorme cedo, armei o esquema todo para ela ir mais cedo, deixei o motorista da noiva a postos para levá-la para casa quando o sono batesse. Que nada. Ela amou a festa. Fez pose para as fotos, comeu muito (ela é mesmo gulosa, não tem jeito): pastel de queijo, docinhos e ainda jantou. E no final do jantar, olhou para mim e disse: "vamos dançar, mamãe?"
Aí começou o show. Nunca tinha visto ela dançar tanto. Ah, como a filmadora fez falta...mas estes momentos não vou esquecer nunca. Ela dançou muito, mas muito mesmo. E queria dançar com a família toda formando uma roda, de trenzinho, rebolando. Avós, tivós, tios, o pai, eu e a babá cansamos mas ela nada de se cansar! Depois da meia-noite, eu já morta de cansada, tirei ela da pista de dança (com alguns protestos) e fomos para casa. Ela ainda animadíssima olhou para mim: "vamos brincar, mamãe?". Não, filha, vamos dormir que a noite já foi muito boa.
Fizemos o penteado lá na mamãe. Colocamos um pouco de blush e gloss para iluminar o rosto. Ai, como ela se achou linda... E modesta.
A roupa era muito bonita e ela estava felicíssima de entrar com o primo na Igreja. Ao entrar no carro ela disse: "não posso me sentar para não amassar minha roupa de noiva".
Também estava feliz pelo fato de que a outra daminha era quase da idade dela e as duas se identificaram. Ficaram logo amigas e conversando animadamente.
O cerimonialista pediu para chegarmos o mais tarde possível, para esperarmos pouco e evitar aquele clima de ansiedade antes da cerimônia. Foi o que fizemos. Deu certo.
Eles entraram, sem chorar, sem gritar, sem rir, de mãozinhas dadas. Tudo bem que eles entraram meio tortos para um lado e que o primo saiu correndo depois que chegaram no altar, mas tirando isso foi muito lindo. Eu fiquei de um lado pro outro, observando o comportamento dela perto do altar. O pessoal do cerimonial foi bem legal, porque o tempo todo davam atenção a ela, brincava, conversavam, davam atenção na hora que precisava. O primo não quis sair da Igreja, mas ela saiu de mãos dadas com a amiga nova. Ficou impressionada com a chuva de pétalas no final. O olhar admirado dela foi a coisa mais linda de se ver.
E a festa....bem, a festa foi outro capítulo a parte. Eu, sabendo que ela dorme cedo, armei o esquema todo para ela ir mais cedo, deixei o motorista da noiva a postos para levá-la para casa quando o sono batesse. Que nada. Ela amou a festa. Fez pose para as fotos, comeu muito (ela é mesmo gulosa, não tem jeito): pastel de queijo, docinhos e ainda jantou. E no final do jantar, olhou para mim e disse: "vamos dançar, mamãe?"
Aí começou o show. Nunca tinha visto ela dançar tanto. Ah, como a filmadora fez falta...mas estes momentos não vou esquecer nunca. Ela dançou muito, mas muito mesmo. E queria dançar com a família toda formando uma roda, de trenzinho, rebolando. Avós, tivós, tios, o pai, eu e a babá cansamos mas ela nada de se cansar! Depois da meia-noite, eu já morta de cansada, tirei ela da pista de dança (com alguns protestos) e fomos para casa. Ela ainda animadíssima olhou para mim: "vamos brincar, mamãe?". Não, filha, vamos dormir que a noite já foi muito boa.
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